MATA ATLÂNTICA NA PARALELA

 

Esse trabalho foi desenvolvido com os alunos da 8ª série do turno vespertino do IMEJA, a partir da publicação da matéria "Luta para proteger o resto da Mata atlântica da Avenida Paralela", da jornalista Maiza de Andrade no jornal A Tarde de 25/05/01.

Os alunos são, na sua maioria, moradores do bairro da Boca do Rio, muito próximo à Paralela, e observam de perto a transformação da natureza à sua volta. A partir da leitura da reportagem, surgiu a idéia de unir esta vivência com os fatos, realizando uma pesquisa em campo e tentando realizar campanhas ou engajar-se em outras campanhas que lutam pela preservação da Mata Atlântica no Brasil.

Salvador é uma cidade privilegiada, pois, possui uma grande massa de vegetação principalmente quem se dirige pela Paralela em direção ao Aeroporto ou ao centro passa por trechos cobertos pela Mata Atlântica. Esses trechos, anteriormente em estágio de regeneração, vem sendo hoje destruídos para dar lugar a construções que ignoram a necessidade de preservação da vegetação natural.

Agravando essa situação, a ampliação dos bairros residenciais para os lados da Paralela criam a necessidade de obras públicas de impermeabilização que levam a alagamento e erosão de algumas áreas.

Rios como Passa Vaca tiveram parte de suas nascentes soterradas na construção do viaduto que liga o bairro de Pau da Lima a avenida Pinto de Aguiar. Este rio é extremamente prejudicado pela construção do viaduto e está perdendo suas matas ciliares, além de absorver parte do solo e expurgos diversos da via do descobrimento "que liga o Retiro a Paralela" (foto abaixo).

Segundo a urbanista Neuza Lima, a falta de planejamento para a ocupação da Paralela é o principal motivo da destruição da sua Mata Atlântica, além disso existe o problema de incompatibilidade dos empreendimentos construídos com as características ambientais da região.

Verifica-se ocupação desordenada dessa avenida agravada pela ausência de controle e por falta do poder publico, que se omite de providências para coibir o desastre ambiental.

Um outro elemento que pressiona esse desmatamento é a construção dos condomínios e casas comerciais de grande porte.

 

Veja abaixo as fotos tiradas pelos alunos nos locais destruídos

e em fase de destruição na Paralela:

Parte da mata que ainda resta atrás do Shopping Caboatã

Rio poluído por esgoto no Imbuí

Expurgos no rio - Imbuí

Aterramento da lagoa - Imbuí

Construção da Via Retiro-Paralela

Desmatamento próximo ao CAB

Condomínio construído em área antes ocupada pela mata

Área ocupada por construção, anteriormente ocupada pela mata

Rio poluído próximo ao CAB

 

 

 

 

 

 

 

Obras públicas - viaduto

Construção de casa comercial de médio porte

Área desmatada e sofrendo processo de erosão

 

 

Área construída onde antes havia Mata Atlântica

 

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